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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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OS 10 PAÍSES AFRICANOS QUE MAIS DEPENDEM DAS REMESSAS

Mäyjo, 25.04.15

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A Gâmbia, Lesoto e Libéria lideram a lista de países africanos que dependem de remessas para financiar o dia-a-dia dos seus habitantes. Segundo dados do Banco Mundial e do FMI, as remessas representam 20% do Produto Interno Bruto (PIB) dos gambianos, liberianos e lesotianos.

Desta lista fazem parte três países de língua oficial portuguesa: Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, com 9% do PIB “financiado” pelas remessas, e a Guiné-Bissau, com 5%.

Só na África sub-sariana, explica o Banco Mundial, as remessas aumentaram 2,2% em 2014, para os €30,6 mil milhões. Para 2015 o crescimento deverá recuar para 0,9%, ainda que em 2016 e 2017 ele volte a crescer até aos 3,8%.

O dinheiro enviado pelos expatriados é essencial para as frágeis economias dos países africanos. Um exemplo: em 2013, o dinheiro enviado pelas famílias superou o financiamento dos países ocidentais.

Em termos absolutos, a Nigéria lidera o montante de remessas, com dois terços do total: €19,5 mil milhões que financiaram um terço das importações do país em 2013. Na verdade, a Nigéria é o quinto país do mundo com mais remessas, a seguir à Índia, China, Filipinas e México.

OS 10 PAÍSES AFRICANOS CUJAS REMESSAS TÊM MAIOR IMPACTO NO PIB

 

Fonte: Banco Mundial e FMI

Foto: Steve Slater / Creative Commons

90% DAS LÍNGUAS PODEM DESAPARECER EM 100 ANOS DEVIDO ÀS MIGRAÇÕES POPULACIONAIS

Mäyjo, 31.01.15

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Os cenários de ficção científica do futuro mostram-nos um mundo cheio de arranha-céus e carros voadores, mas daqui a 100 anos o mundo não terá apenas um aspecto diferente como soará diferente.

Actualmente são faladas cerca de 6.000 línguas em todo o globo. Em 2115 deverão restar apenas 600. A conclusão é de um novo estudo da Universidade de Columbia que indica que cerca de 90% das línguas poderão desaparecer dentro de um século e os 10% restantes serão versões simplificadas dos dialectos reconhecidos actualmente.

Num artigo para o Wall Street Journal, John McWhorter, investigador de linguística da Universidade de Columbia escreve que dentro de um século haverá “muito menos línguas”, que serão menos complicadas que as actuais – especialmente na forma como são faladas.

O especialista aponta que a principal causa do desaparecimento futuro dos dialectos será a globalização. Com a migração de pessoas para novas áreas, as culturas vão tornar-se mais fragmentadas. As culturas menos conhecidas e os seus dialectos únicos dificilmente vão sobreviver, ao contrário das línguas mundialmente faladas, como o inglês ou o mandarim. O fenómeno está já em curso em alguns locais devido à colonização, nomeadamente na América e Austrália, onde as línguas nativas desapareceram ou há poucos que as falem.

“O facto de haver menos línguas significa que haverá certamente menos culturas e mesmo que existam 600 culturas, as pessoas do futuro não se considerarão a viver num mundo monolítico”, indica McWorther ao Daily Mail. “Uma língua não só uma colecção de palavras e regras, é parte de uma cultura, ensinada desde cedo às crianças”.

Nem as novas tecnologias de comunicação, nomeadamente os tradutores em tempo real, conseguirão travar o desaparecimento das línguas. “Diz-se que a tradução instantânea vai manter as línguas vivas, mas o conceito não vai além da tradução. Quando uma língua não é transmitida às crianças, essas pessoas vão ter um menor interesse em tecnologia que traduza uma língua que não falam”, explica o investigador.

Porém, McWorther indica que as novas tecnologias podem ser utilizadas para gravar e registar línguas em vias de desaparecimento.

Foto:  natsuki★girl / Creative Commons